CONCERTOS

18/05/10

Na próxima sexta toco no Laboratório das Artes, em Guimarães.

29/04/10

Finalmente. Por nabice, ainda não tinha conseguido pôr aqui canções para escuta. O que é estúpido é que, depois de várias tentativas frustradas, acabei por fazer precisamente o mesmo que tinha feito no meu anterior blogue, usando este leitor de mp3 e alojando aqui os ficheiros. As versões apresentadas são de trabalho: voz-guitarra gravadas em MiniDisc, ideias incipientes de arranjos gravadas por pistas, e uma ou outra gravação da maquete que deu origem a este disco.

16/04/10

No Fala-me de Música, crónica e fotos do concerto no Subscuta. A crónica de Pedro Gonçalves Branco, as fotos de Pedro Rodrigues.

09/04/10

Já sei mais coisas. Início: uma da manhã (ei! — como diriam as Doce). Entrada: um ou dois euros (não me deram a certeza; dois, no máximo). Duração: não 1h50 (como em Coimbra), não 1h40 (como em Barcelos), não 1h30 (como em Tomar); 50 ou 60 minutos, que a malta a seguir precisa dançar a chegada da Primavera que nunca mais chegava.

07/04/10

No próximo sábado, dia 10, toco no Armazém do Chá. (Aviso quando souber mais coisas.)

01/04/10

Já não faço alinhamentos para concerto desde que me cansei de fazer alinhamentos para concerto: agora levo uma lista com trinta e oito canções (dezanove de Todos os dias fossem estes/outros, dezanove que trabalhei para Deve haver; tenho ainda duas ou três versões que não fazem parte desta lista) e toco as que na altura achar por bem. Em Coimbra toquei vinte e sete canções, e, pelo que me disseram, o concerto durou cerca de duas horas. É claro que tenho de descontar pelo menos meia hora de conversa de chacha: concluí finalmente que falar muito entre canções me ajuda a descomprimir e, consequentemente, a estar menos nervoso e mais concentrado no momento em que as toco; o som da sala tem também influência directa na escolha das canções, o que quer dizer que se tivesse o alinhamento definido provavelmente não tocaria aquelas que melhor soariam naquele espaço.
Esta questão não é nova. Já no tempo dos Ornatos pensámos em deixar de fazer o alinhamento, por influência dos Violent Femmes (quando abrimos os concertos deles descobrimos que era o Brian Ritchie que o decidia no momento, tocando a introdução no baixo e obrigando a banda a segui-lo ou gritando o nome da canção), mas as implicações técnicas não foram resolvidas e não o chegámos a deixar de fazer. Olhando com atenção a contracapa do Cão! reparo que enquanto o resto do pessoal está empenhado a decidir o alinhamento, escrevendo-o na tarola do Kinörm (antes de um concerto em Hannover), eu estou ali a brincar com as baquetas como se não tivesse nada que ver com o assunto.

29/03/10

Na próxima sexta, dia 2, toco em Barcelos, no Auditório da Biblioteca Municipal; será um dos concertos do Subscuta.

22/03/10

Na sexta vou para baixo sozinho. Que me lembre é a primeira vez que vou sozinho sozinho para um concerto. Desta vez nem colega, nem amigo, nem namorada; acompanham-me apenas a fome de tocar e o nervoso miudinho.

09/03/10

Afinal toco em Coimbra no sábado, dia 27. Vou só corrigir a data aqui em baixo… Ok, já está. Portanto: Tomar, 26, sexta; Coimbra, 27, sábado.

07/03/10

(Decerto que o Gordon Gano não se importa se eu revelar aqui que ele gostou da minha ideia de escrever uma letra em português para uma das suas canções e da versão que daí resultou.)
Aqui fica a actualização mensal: vou tocar em Tomar e em Coimbra. Em Tomar no dia 26, no Theatro; Em Coimbra no dia 27, na Arte à Parte. Estes concertos (e espero que outros) servirão para ir apresentando as canções de Deve haver em formato voz-guitarra, enquanto o ano lectivo não termina. O disco está quase pronto; antes ainda da mistura e masterização falta regravar ou gravar uma coisa ou outra, e escolher as canções e o seu alinhamento; sairá em Setembro, dê por onde der. Link

02/02/10

Praticamente dois meses sem pio: este novo mundo não é o meu. O antigo foi-o por instantes, aqueles em que não me forcei a nada e naturalmente o que tinha de acontecer aconteceu. Aconteceu: pretérito. Agora o que possuo é um anacronismo composto de canções habilmente resgatadas ao deve haver que fui cuspindo no gravador e gatafunhando no caderno à procura de um eu que naturalmente não sou. A ver se chega. Entre Setembro e Janeiro, aquelas foram ganhando forma nas mãos do Nico, do Hélder e nas minhas. Estão quase? Estão. É pouco? É, para quem um dia se achou capaz de mudar o mundo, fazer e acontecer: fazer acontecer. Mas o mundo é o mundo e eu sou eu, eu sou eu, eu sou eu — como o maluco da anedota. É pouco, mas ainda as sinto capazes de um dia saírem por aí chegando a quem delas faça suas.

08/12/09

Isso foi antes

Em tempos fui feliz.
Em tempos fui
um rapaz tão afável.

Em tempos fui —
mas isso foi antes
de descrer de tudo.

(Foi muito antes
de descrer
de tudo.)

Em tempos foi feliz.
Em tempos foi
uma rapariga adorável.

Em tempos foi —
mas isso foi antes
de desistir de si.

(Foi muito antes
de desistir
de si.)

Em tempos fomos felizes.
Em tempos fomos
criaturas tão prestáveis.

Em tempos fomos —
mas isso foi antes
de sairmos ao mundo.

(Foi muito antes
de sairmos
ao mundo.)

04/12/09

No próximo dia 17 (é uma 5ª), às 22 horas, o 3 Pistas Vol. 2 será apresentado na Fnac do NorteShopping pelo Henrique Amaro; o Paulo Praça e eu tocaremos um par de canções cada.Link

03/12/09

Um componedor é um utensílio sobre o qual um tipógrafo dispõe os caracteres com que vai formando as linhas da composição. O interesse disto é o seguinte. Encontrei o meu professor de tipografia na Soares dos Reis, sujeito bem disposto, tipógrafo desde os 12 anos; na altura também fiscal de linha. Foi numa das suas aulas que Pedro Santos passou a Kinörm, depois de o professor Casimiro lhe indicar uma gaveta com componedores, de ele encontrar um quatro vezes maior do que aqueles que habitualmente usávamos, de exclamar "qu' enorme!", de o Peixe e o Hugo se atirarem ao chão atrás de um cavalete tipográfico perdidos de riso e a repetir quinorme, quinorme. Nada havia a fazer, pois, a não ser assumir — Pedro Cardoso que o diga — e estilizar (trocar o q pelo k, colocar o trema, deixar cair o e).

27/11/09

As múltiplas sementes dos Ornatos é o título da coluna de António Pires no i de hoje (ontem). Duas achegas: Homem Musculoso, e não Homem Moscovo, era o nome do projecto do Elísio e do Kinörm — lembro-me que fizeram música para uma peça de teatro —, e eu, ao ver tantos discos sair para o Natal, até gostaria de estar prestes a editar o meu; não é o caso.

25/11/09

Quando há uns anos me convidaram para abrir os concertos de Josh Rouse estava na fossa — literalmente. Ligaram-me estava eu a tirar nacos de gordura com quarenta anos do sifão da cozinha, depois de mais uma inundação. Eu não conhecia Josh Rouse e quem me estava a ligar não me conhecia; percebi o convite quando disse que só me podiam pagar as despesas — mas o concerto ia ter muita promoção, aquelas merdas. Eu aceitei porque estava na fossa e assim sempre arejava.

23/11/09

Foi graças aos LP da mãe do Bandido que descobri Sérgio Godinho; adolescente, "os soma bocos" que eu recordava da infância foram-me revelados como "hoje soube-me a pouco". Tive o Pano cru, o Canto da boca e o Campolide — o meu predilecto — emprestados tanto tempo que me começavam a pesar na consciência como um roubo. Isto a propósito da saída do segundo volume do 3 Pistas, que está para breve, e para o qual tinha gravado há dois anos Mudemos de assunto, acompanhado à bateria económica e pianinho por messiê Tricot.
("Andas aí a partir corações / como quem parte um baralho de cartas" — e a malvada andava mesmo.)

20/11/09

Antes que me esqueça: no dia 28 toco na Jo-Jo's; é um sábado e é às 17h. Motivos de interesse: é grátis, o Nico Tricot acompanhar-me-á à bateria económica, tocaremos uma ou outra canção do disco novo e, lá, o disco velho está a 7 €.
A pré-produção de Deve Haver terminou no dia 24 de Outubro; foram gravadas 14 das 19 canções (assinaladas a negrito, aqui ao lado). Em Dezembro voltaremos ao trabalho: ouvir as canções, decidir o que fica, perceber o que falta gravar e o que é necessário regravar. Como estou mais virado para o século XIX do que para o XXI, não tenho uma única foto nem um único minuto em vídeo do trabalho de estúdio. Tentei pôr aqui a maquete de algumas das canções, mas não me lembro bem como fiz para embutir o leitor de mp3 no blogue anterior (também, pelo que vi, aquilo ou tem dias ou deixou de funcionar de vez).
(Outra coisa: não vinha aqui há mais de um mês porque fui colocado a dar aulas de Educação Visual ao 7º ano; tenho tido pouco tempo para isto e nenhuma cabeça.)